quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Existe arte mais linda do que esta, a das paneleiras de Goiabeiras? Devem existir poucas, mas não por comparação e sim por tradição. É uma arte viva, cultivada de geração a geração, ganhou fama internacional e ainda se preserva a simplicidade. Do trabalho, do resultado, da poesia, dos aromas e das cores. Escolhi esta obra por ser além de cultural é vivida no cotidiano destas trabalhadoras o esculpir, o moldar, o fazer para seu sustento.


O MOVIMENTO DE CONSTRUÇÃO DOS PROJETOS PEDAGÓGICOSDOS CURSOS DO PROEJA NO IFES – VITÓRIA/ES: AVANÇOS, TENSÕES E DESAFIOS DE UM PROCESO POLÍTICO

O Instituto Federal do Espírito Santo é uma instituição de educação superior, básica e profissional, pluricurricular e especializado na oferta de educação profissional e tecnológica nas diferentes modalidades de ensino. Sua missão é “Promover educação profissional, científica e tecnológica de excelência, por meio do ensino, pesquisa e extensão, com foco no desenvolvimento humano sustentável”[1]

A construção do Projeto Pedagógico dos Cursos do Proeja no Ifes-Vitória/ES assume a responsabilidade de oferecer educação e formação profissional assegurando ao jovem e adulto o direito anteriormente negado. E possibilita ao educador, sobretudo, entender a educação como estrutura da consciência ativa e assumi-la como pressuposto da cidadania.
Para legitimar as suas bases teóricas é necessário perceber o currículo escolar não só restrito às salas de aulas, mas estabelecer um vínculo entre o conhecimento prévio e a nova aprendizagem, ou seja, entender que esse educando traz consigo uma concepção de realidade pautada na experiência social, cultural, religiosa e profissional.
É evidente que a educação da EJA merece um currículo diferenciado. A aprendizagem alheia a realidade dos alunos provoca um abandono da escola. Assim, considera-se importante a função equalizadora, primeiro para  que esses alunos consigam permanecer até a conclusão de seus cursos e segundo para que não se questione a qualidade padrão dos profissionais que se formarão.
Não se pode pensar o aluno, sendo do ensino regular ou principalmente da EJA, como ser homogêneo, e nem desconsiderar as necessidades profissionais, já que a o IFES tem como objetivo a formação de profissionais e quadros técnicos qualificados para o mercado de trabalho. Se não houver esse zelo, pode-se estabelecer uma ” educação de jovens e adultos ao longo da sua história, associando-a a uma formação aligeirada e de baixo nível, ou seja, uma educação pobre para os pobres.”[2]
   Portanto uma das pautas de discussão seria a integração entre as áreas geral e técnica e entre as disciplinas, como incorporá-las ao currículo considerando a diversidade nas turmas da EJA. É sabido que a função equalizadora auxilia na descontextualização do aluno e sua recontextualização, proporcionando uma qualificação contínua e de qualidade, portanto se faz necessários fóruns que coloquem em pauta toda a estrutura do PPC e a pesquisa no campo da EJA, envolvendo professores e alunos, a fim de que trilhem caminhos a tornar o aprendizado escolar um ato democrático, libertador e emancipador dos sujeitos.
Outro fator que deve ser considerado é a acessibilidade à informação sobre a existência do PROEJA e a sua seleção. No primeiro momento a informação está disponível no site. Surge uma dúvida que tem acesso a internet? Infelizmente, nem todos. Segundo, depois de ler o edital on line, o trabalhador precisa ir até a unidade de ensino e assistir a uma palestra; ser bem sucedido em uma avaliação – Português e matemática. Pausa para outro questionamento: como ser bem sucedido em uma avaliação, se o educando esteve fora das salas de aulas por um longo período? Contudo acredita-se que essa forma de seleção já representa um amadurecimento no olhar destinado ao público-alvo da EJA. E será capaz de diminuir significativamente a evasão escolar.
Pensar a EJA como um processo evolutivo da legislação e um acesso a cidadania, é consolidar as novas bases da educação brasileira.  Professora da UFES Dora, ministra das disciplinas Calculo I e Pré- requisito de Calculo II, em uma de suas aulas disse “para não deixarmos a soberba dos muitos anos de experiência atrapalhar a assimilação das novas informações que viriam no decorrer desse curso. Por acreditar que não haverá mudanças na educação brasileira enquanto não houver investimentos pesadíssimos no educador”.
Sendo assim, aos educadores, fica a responsabilidade de pensar políticas públicas que abarquem as necessidades do alunado e do professor, buscando investimentos para consolidar a EJA e fortalecer a oferta nos Institutos Federais.

Att. Grupo 3.

 Referência Bibliográfica:


domingo, 16 de outubro de 2011

INCLUSÃO





VIDEO SOBRE INCLUSÃO.
Nas cenas apresentadas, pessoas portadoras de deficiência ou com mobilidade reduzida, participa (ou tentam  participar) dos espaços conquistados socialmente. 
A inclusão educacional se fundamenta em atender  todos os educandos  com qualidade de acesso e permanência, oferecendo condições de melhorias de aprendizagem.
 Para avançar no processo de inclusão educacional  é preciso que as instituições educacionais organizem seus projetos pedagógicos na sentido de atender a diversidade,  seja de  grupo social, etnia, outros.
Fazendo um link com o artigo “SUJEITOS DA EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS NO PROEJA”, na (p.10) destaca que o PROEJA é um programa que atua na perspectiva de contemplar a diversidade dos sujeitos da Eja.  E no documento base, é destacado a inclusão educacional.

[...] a inclusão — precisa ser compreendido não apenas pelo acesso dos ausentes do direito à escola, mas questionando também as formas como essa inclusão tem sido feita, muitas vezes promovendo e produzindo exclusões dentro do sistema, quando não assegura a permanência e o sucesso dos alunos nas unidades escolares.            ( BRASIL, 2007, P.37)

Na pratica nossas escolas,  mesmo as do ensino regular, ainda estão a desejar.


Att
Iomar

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

A arte e sua reflexão sobre o trabalhador




Ao falarmos em arte, não podemos deixar de lado o fato de que a obra de arte é um produto social e é produzida em determinado momento e lugar, por isso expressa uma forma de ler a sociedade.
Portinari, artista plástico brasileiro, retratava a realidade de sua infância destacando os trabalhadores da fazenda de café de seu avô. Usava em algumas de suas inúmeras telas o recurso de “deformar” figuras humanas. Deste acervo destaco a obra (1944).
O pé é uma parte fundamental do corpo humano, é o membro que dá sustentabilidade ao corpo, proporciona equilíbrio físico e em algumas situações refere-se ao equilíbrio psíquico (manter os pés no chão), ou seja, é ter a capacidade de refletir, ponderar, tomar decisões sábias, contudo os pés retratados por ele, eram pés de quem se submetia  a uma exaustiva jornada de trabalho, não questionava, não dialogava com sua condição de existência, proporcionava enriquecimento enquanto tornava-se cada vez mais pobre e marginalizado ( estava à margem da sociedade). Veja o que diz Portinari, sobre sua própria obra:

“Impressionavam-me os pés dos trabalhadores das fazendas de café. Pés disformes. Pés que podem contar uma história. Confundiam-se com as pedras e os espinhos. Pés sofridos com muitos e muitos quilômetros de marcha.[..] Pés que inspiravam piedade e respeito [...] muitas vezes suportavam apenas um corpo franzinho e doente. Pés cheios de nós que expressavam alguma coisa de força, terríveis e pacientes.”

             DE NICOLA, José. Língua, literatura e produção de textos. São Paulo Scipipone     ,2005 .p 243..In: Portinari- retrospectiva.São Paulo: MASP,1997.

Eram pés disformes porque eram homens disformes. O ser humano sem a sua capacidade de pensar não é completo, não é sujeito de si mesmo. A escola nesta concepção seria a possibilidade de recriar a realidade para esse trabalhador. Potencializar uma maneira particular de ler o mundo ou de ler a si mesmo.
Sendo assim, podemos dizer que todo individuo que adquire conhecimento recria a realidade, transformando -se em um artista social que cria mundos, sonhos , ilusões e verdades.

Att. 
P.C.J. 

sábado, 24 de setembro de 2011

A escola como o (Re)Começo.

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Ao assitir esse documentário, concluímos a partir dos depoimentos ,que a escola para nós é o ponto de partida para que o sujeito se torne autônomo. O conhecimento é  o fator inicial para transformação de realidades, construção de sujeitos e sobre tudo, o resgate a cidadania.

Att.
Grupo 3.